Primavera

O tempo não estava particularmente bom para aquela época do ano. Estávamos quase na primavera. A chuva que ameaçava cair não tirava nenhum encanto ao lugar, antes pelo contrário. As ondas batiam na praia e, ao longe, viam-se nuvens ameaçadoras que despejavam mais água no mar.

Uma barreira azul separava-nos da praia, das ondas, do mar, da chuva.

Estávamos  no mesmo hotel e, no entanto, uma barreira invisível teimava em separar-nos.

Foste comprar água e eu teria dado o que tinha para comprar uns segundos do teu olhar, para comprar  coragem para te dizer que não importava que chovesse!

Voltaste com a água para o teu quarto, deixando-me só, sem sono, com os meus sonhos.

Talvez nos voltássemos a ver  no dia seguinte, ou nunca mais.

Talvez voltássemos, um dia, aquele hotel, numa primavera com menos chuva!

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