Para ti, pai

Hoje é dia do pai. Gostava de escrever alguma coisa, para ti, aqui onde ninguém lê.

Há pouco mais de um ano que, fisicamente, já não estás connosco. Embora saiba que nos últimos anos de vida já sofrias bastante, que  sentias muito a nossa falta e a falta da tua serra, que também é minha, agora sou eu que sinto a tua. Sinto a falta de pegar no carro e de ir ter contigo, sinto a falta do teu sorriso franco de cada vez que eu chegava.

Sei que estás algures, que não foste embora. Afinal, como diz Pessoa, “A morte é a curva da estrada”. Um dia também eu farei essa  curva, um dia voltarei a ver o teu sorriso de alegria por me veres.

Continuo a pensar em ti, um homem simples, trabalhador, lutador. Gostava que soubesses que foste um bom pai e que embora hoje milhares de pessoas escrevam o mesmo, para mim, tu foste o melhor pai do mundo.

Desculpa se nem sempre cheguei a horas. Desculpa-me pelo dia em que cheguei atrasado. Desculpa se nem sempre fui tão bom filho como tu foste pai.

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3 pensamentos sobre “Para ti, pai

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