Não gosto muito da Páscoa, confesso!

Não gosto muito da Páscoa. A única coisa boa que me trouxe foi uma irmã. Há 54 anos, dia 17 de abril era domingo de Páscoa e ela nascia. De resto, muitos dos que me são queridos têm escolhido esta época para partirem.

Foi assim com a minha mãe e com o meu pai. Era quase Páscoa quando partiram. Sabendo que a maioria dos descendentes trabalha em educação ou estuda, partiram por altura desta interrupção letiva, como quem diz: “espero não atrapalhar muito as vossas vidas…”

No entanto, as recordações continuam por cá e todas as Páscoas sinto um pouco mais a vossa falta.

Sei que Páscoa é renascer e é também no sorriso da filha que tiveram na Páscoa que revejo o vosso!

Os versos de Pessoa, que a minha irmã Judite escolheu para vos fazer companhia na sombra dos castanheiros, resumem o que sinto:

“A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.”

mas, mesmo assim, fico com o coração pequeno sempre que a Páscoa se aproxima…

Boa Páscoa para os do lado de cá e os do lado de lá da curva da estrada!

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