Estamos em guerra, ou, pelo menos, deveríamos estar! 

As guerras são períodos históricos terríveis. Normalmente são conflitos entre nações mas, muitas vezes, são conflitos dentro de uma mesma nação onde vizinhos combatem contra vizinhos e irmãos contra irmãos sem saberem muito bem porquê. Numa guerra define-se um problema, como uma invasão externa, por exemplo, e uma nação, ou um conjunto de nações, ou apenas um conjunto de pessoas, tudo fazem  para resolver esse problema… para ganhar essa guerra!

Quando um povo considera uma guerra justa não se importa que os seus filhos partam para defender essa causa. Os jovens alistam-se voluntariamente, os velhos ficam, embora contrariados e sonhando que também podem partir para a frente de combate.

Nunca há vencedores numa guerra, apenas vencidos. Todos perdem e todos perdem muito, porque não há guerras baratas.

Nunca pensei escrever, mesmo aqui que ninguém lê, um texto a favor da guerra. Nunca serei a favor, embora não exclua a hipótese de me alistar se um dia for preciso.

No entanto, há pessoas a morrer todos os dias. Por aqui, vivemos, em grande escala, como ricos num condomínio rodeado de muros altos. Não queremos saber do que se passa fora dos nossos muros, saber porque há tanta gente a querer pular cá para dentro. O mundo está cheio de desigualdades que só alimentam o ódio. Os do norte chamam preguiçosos aos do sul que por sua vez consideram preguiçosos os que vivem mais a sul ainda.

Seria bom que alguém declarasse uma guerra. Não uma guerra contra qualquer nação, mas uma guerra aos problemas que fazem com que milhares prefiram arriscar a vida a ter de  ficar nos seus países. Nós, portugueses, deveríamos compreender o que sofrem, afinal alguns, como eu, somos filhos ou netos das gerações que passaram a salto os Pireneus!

As guerras são sempre caras. Nesta não seria necessário afundar submarinos (e todos sabemos o preço dos submarinos), apenas pensar que, por uma pequena  parte do que se gasta (e se ganha) em armamento  poderíamos evitar muito sofrimento e, quem sabe, também o nosso!

Enquanto continuarmos a cavar fossos e a levantar muros haverá sempre gente disposta a arriscar a vida para os transpor…

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