Sobre o amor e outras merdas!

Lembro-me de pensar, quando vi o filme “Um homem singular” de Tom Ford, em 2010, que sendo um filme que aborda a homossexualidade era muito mais que isso. Escrevi esses pensamentos aqui, mas, como de costume ninguém os leu! Sendo Tom Ford homossexual assumido fez um filme sobre o amor, a perda, a saudade e tantas outras coisas tendo como protagonista um homem apaixonado por outro, como poderia ter escolhido um homem apaixonado por uma mulher e, na minha opinião, a história não mudaria no seu essencial. Assim, para mim, o filme era muito mais que um filme sobre homossexualidade, era um filme sobre muitas outras coisas onde o protagonista era  um homem que perdera alguém que amava.

Não recordo bem quando, mas lembro-me de, no sétimo andar do Corte Inglês, assistir ao lançamento do livro “A sétima Porta” de Richard Zimler. Nas palavras que o autor nos dirigiu juntou um agradecimento ao seu companheiro de há muitos anos, Alexandre Quintanilha. Ao ouvir as suas palavras o modo como agradeceu, o modo como se comoveu, e a mim também, voltei a pensar que ali se falava de amor, de companheirismo, de apoio incondicional e mais uma vez apercebi-me que naquele caso a homossexualidade era um pormenor apenas, havia ali muito mais que isso.

O amor é fodido, nisto o Miguel Esteves Cardoso tem razão. Aos 46 anos não sei, sinceramente, se já sei exactamente o que é. Mas nestes dois episódios senti que ele existia e que algumas pessoas, com muito mais talento do que eu, conseguiam falar dele, conseguiam fazer-me perceber que era algo de real e que acontece entre pessoas independentemente do seu sexo.

Respeito as pessoas que descobriram o que é o amor, tenham elas a orientação sexual que tiverem, e foi por isso que a partir desse  dia passei a respeitar e a admirar ainda mais o Richard Zimler. Quanto ao Professor Alexandre Quintanilha, que não conheço pessoalmente, penso que tem um currículo que lhe permitiria ser distinguido em reportagens da televisão que todos pagamos por muito mais do que apenas pela sua idade. Se os jornalistas fizessem trabalho sério sobre os deputados teriam dito muitas mais coisas sobre ele… e sem se enganarem!

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4 pensamentos sobre “Sobre o amor e outras merdas!

  1. E o João acredita mesmo que os seus impostos pagaram um engano?!?! Aquele “ou” não me deixa dúvidas… quanto ao filme, não vi. Mas há uns anos li um livro do Frederico Lourenço que tinha jma passagem espetacular. Eu adorava lê-la em voz alta paraos meus amigos. Primeiro trocava o nome de um dos personagens e dizia um nove feminino. Depois de todos dizerem: “ah tão fixe!” Eu dizia, pois, mas afinal não se chama Maria, chama-se…” (agora esquece-me o nome). Era delicioso ver as caras deles…

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  2. Eu só pergunto: mas por que raio havemos de querer saber o que o amor é?! o amor é para se sentir, de muitas formas, em muitos momentos, todos os dias, um dia de cada vez e todos em pleno. Tentar saber o que é só irá roubar tempo ao sentir…. e o resultado será sempre o mesmo nesta equação: zero!
    Beijinhos J. Como sempre, é sempre bom ficar uns dias se te ler, ser um dos teus ninguéns, para depois chegar, ler e ler coisas tão saborosas como estas.

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