Obrigado Jaime

Fui a Bragança, em trabalho,  com uma agenda muito apertada. No entanto, consegui, mesmo assim, dar um pulo à aldeia que sempre será a minha… Consegui passar pelo cemitério, tirar umas fotos aos castanheiros e ainda  passar pela casa onde cresci, mas que agora está sempre vazia.

Também encontrei o meu amigo Jaime que me deu batatas e castanhas. Hoje, quando finalmente cheguei a casa, cozi algumas das batatas que me deu e lá estava todo o sabor da minha infância.

Nenhuma batata do mundo sabe ao mesmo  que  a batata de Trás-os-Montes.

– Leva mais rapaz, leva dois sacos!

Dizia-me o Jaime, enquanto apanhava batatas para dentro de um saco.

Desconfio que também não haja no mundo montes de gente como a gente de Trás-os-Montes.

E ao comer as batatas, ao ver o sorriso do Jaime e alegria com que partilhava comigo o fruto do seu trabalho voltei a ser menino. O menino que descia a serra num carroço de rodas de charrua para ir comer um prato de batatas que sabiam ao mesmo que as que acabei de comer!

Obrigado Jaime 🙂

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