Sobre o amor, a amizade e outras merdas…

Vou começar por confessar que “outras merdas” foi posto no título apenas para chamar a sua atenção. Vou falar apenas de amor e amizade.

Todos nós, ou a maioria de nós, ao longo da vida, vamos descobrindo o que é o amor e o que é a amizade. Digo que vamos descobrindo porque, na minha opinião, mais que uma vez pensamos ter descoberto o que é o amor ou o que é a amizade e mais tarde chegamos à conclusão que não era ainda bem aquilo…

Nem sempre é assim. Muitos encontram os verdadeiros amigos na escola primária ou ainda antes disso, no infantário ou na aldeia onde nasceram. Descobrem o que é a amizade e ficam amigos para a vida! Algumas vezes essas amizades transformam-se em amor e os amigos de infância acabam casados a jurar que se amam para todo o sempre!

No entanto, penso que esta perfeição de acertar à primeira não está ao alcance de todos. A maioria dos mortais encontrarão os amigos e os amores ao longo das suas vidas. A maioria dos mortais irá descobrir, mais que uma vez na vida, que afinal não sabia ainda o que era a amizade, afinal, não sabia ainda o que era o amor… A amizade não era aquilo que sentiram na escola primária quando partilharam o lanche, nem no liceu ou na universidade… O amor não era o que sentiram quando deram o primeiro beijo ou quando o juraram pela primeira vez.

E é nestas pequenas descobertas que passamos a nossa vida. Vamos encontrando pessoas que entram nas nossas vidas para nos mostrar que  afinal não sabíamos ainda o que era a amizade ou o amor.  E vamos colecionando amigos que nos ensinam e amores que nos sentem e fazem sentir.

Pelo meio disto tudo, vão acontecendo outras merdas… mas, como disse no início, não falarei delas neste texto!

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4 pensamentos sobre “Sobre o amor, a amizade e outras merdas…

  1. O teu texto fez-me lembrar um texto meu do qual transcrevo parte:

    «Há uma idade (na verdade, há muitas idades) em que acreditamos mais, em que as ilusões moram em nós de forma mais intensa e durante mais tempo. Por vezes, basta um sorriso ou um olhar, no dobrar de uma esquina, para acreditarmos que entre nós e o dono desse sorriso ou desse olhar nasceu algo de especial. De imediato, inventamos sentimentos e, em pouco tempo, erguemos uma ilusão, que pode trazer no pacote o retrato ficcionado da outra pessoa e a imagem de uma relação que provavelmente só existe na nossa cabeça. Enquanto a desilusão não chega ou uma nova ilusão não se apodera de nós, vivemos enlevados, suspensos num sentimento muitas vezes sem alicerces.
    Chega, contudo, um momento em que nos tornamos mais lúcidos – ou desencantados? Tomamos, então, consciência de que nada é preto no branco e de que, sobretudo em matéria de sentimentos, há vários tons de cinzento. Não só os olhares ou os sorrisos podem ser muitos, como o mesmo olhar ou o mesmo sorriso pode ter diferentes interpretações. Também aquilo que noutra idade considerávamos indubitavelmente paixão ou amor, pode agora não passar de um mero encantamento sem consequências».

    Boa noite, João. 🙂

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