Dizem que Diego El Cigala cantou 45 minutos depois de saber que a sua mulher, Amparo Fernández, de quem teve dois filhos, tinha morrido.
Nem todos lidamos da mesma forma com a dor de perder alguém. Acredito que para ele não tenha sido fácil, embora cantando.
Dizem que chegou ao camarim vestido de pijama e com uns óculos escuros, que escondiam os olhos inchados das lágrimas. Mesmo assim cantou, porque foi essa a homenagem que decidiu fazer à mulher que partira. Tinha sido ela a organizar o espetáculo, e tinha-lhe pedido que continuasse a cantar!
Eu gosto de ouvir Diego La Cigala e admiro a sua força! Respeito todos os outros que perante a perda de um familiar ou amigo, não conseguem continuar a cantar e respeito mesmo aqueles que nunca mais serão capaz de o fazer!

Todas as manifestações de tristeza e de alegria, e que não colidam com o bem-estar dos outros, devem ser aceites e respeitadas.
Não há umas melhores do que outras. Há diferentes formas de nos expressarmos e de vivermos os momentos, e saber respeitá-las é um dos grandes desafios que se colocam ao ser humano. A liberdade e a solidariedade também passam por aqui.
GostarGostar