Gente demasiado ocupada

Não sei se também recebem, por vezes, mensagens de correio eletrónico onde, no final, há uma saudação que pertence à assinatura do remetente.

Normalmente um: “Com os melhores cumprimentos”, “Cordialmente”, “Atenciosamente” ou algo semelhante mas sempre bastante formal. Nunca  encontrarão “Um abraços”,  “Beijinhos” ou um simples “Um beijo”! Por baixo, um nome seguido dos cargos que a pessoa ocupa!

Confesso que, por um lado, admiro essas pessoas. Reconheço que devem ser pessoas importantes, cheias de coisas para fazer que recebem e respondem a dezenas, e quem sabe centenas, de mensagens todos os dias, ao contrário de mim que me fico por umas quantas!

Por outro lado, detesto acabar de ler uma mensagem que termine assim  e sou incapaz de utilizar esse método. Já tentei, pensando que pouparia tempo, mas de cada vez que escrevia uma mensagem dava por mim a apagar o cumprimento para o substituir por um que se adequasse ao contexto e à pessoa com quem comunicava, acabando por perder mais tempo que aquele que poupava. Não é raro, mandar beijos e abraços na mesma mensagem, quando se trata de mais que uma pessoa.

Por muito que tenha que fazer,  penso que dificilmente me faltará tempo para acabar uma conversa com um toque especial destinado à pessoa a quem envio a mensagem… E, já que estamos em maré de confissões, devo admitir também que já resisti, mais que uma vez, a terminar com um simples, mas adequado,”Faça favor de se lixar!”.

 

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3 pensamentos sobre “Gente demasiado ocupada

  1. Gente demasiado ocupada e pouco sensível e cordial, João.
    Nos últimos tempos, em virtude de um cargo que desempenho e de uma tarefa de que fui incumbida, vejo-me obrigada a comunicar frequentemente por email. Ainda que sejam emails de trabalho, custa-me terminar dessa forma tão seca, por isso, por norma, junto um “Continuação de boa noite.”, “Votos de bom fim de semana para todos”. Se envio uma mensagem de trabalho a alguém com quem tenho uma relação de amizade ou próxima disso, acrescento uns “Beijinhos”.
    Criticamos facilmente os mais novos, mas nem percebemos como, aos poucos, nos tornámos mais “grosseiros”no trato, enquanto parecemos cada vez mais preocupados com a imagem.
    Termino por aqui, para não ser “deselegante” ao tomar todo o tempo “de antena”.
    Boa noite e bons sonhos, João. 🙂 Beijinhos

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  2. João, não considero que seja o pouco tempo disponível que faz com que algumas pessoas procedam assim. Falta de sensibilidade e de cordialidade, isso sim, como já referiu a deep.
    Não reconheço que sejam pessoas importantes e não as admiro. Pelo contrário.

    Ao nível pessoal e privado, ‘naturalmente’ não me relaciono com pessoas que funcionem por atacado. Se tal vier a acontecer, mencionarei o meu entendimento e desagrado. Como esse distanciamento colide comigo, o mais provável é que nos afastemos. Porque isso significa mais que a ‘simples’ chapa 10.

    Com cada pessoa com quem troco mensagens, via email, carta e até chat, utilizo uma linguagem que tem a a ver com a mesma e com o nosso relacionamento. E o terminar dos escritos não é excepção. Normalmente há sempre um elemento diferenciador que está relacionado com o momento, o assunto em causa, até o estado do tempo.

    Que seja uma boa noite e um bom fim-de-semana!

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