O erro da Bárbara

Antes de começar, uma declaração de interesses: Gosto muito da Bárbara Norton de Matos e de a ver fazer novelas! Permito-me, no entanto, ter opiniões (mal fundamentadas, como de costume) sobre o episódio da multa que publicou no facebook e sobre a resposta Presidente da Câmara Municipal de Cascais, publicada na mesma rede social.

Vou partir do princípio de que ambos falaram a verdade.

Tudo começou com uma mensagem que a Bárbara colocou na sua página do facebook, sentindo-se chocada, em que dizia:

Estacionar à frente da escola onde levo a minha filha diariamente ,grávida de quase 9 meses, a uma semana de dar à luz, fui comprar uma garrafa de água no café em frente onde estive poucos minutos e a ver o carro, quando observei a chegada do carro da polícia municipal de Cascais.Sai do café o mais apressadamente que o meu estado actual permite,quando vi um polícia acercar-se do meu automóvel mas cheguei atrasada e os meus argumentos de nada valeram. Indiferença e ar de gozo a passar a multa.

 fazendo acompanhar o texto de uma foto do agente enquanto passava a multa.
Na resposta do Sr. Presidente da Câmara, que pode ser lida integralmente aqui, ficamos, no entanto a saber mais alguns pormenores:
1. “à frente da escola” refere-se a um lugar destinado à paragem de transportes de crianças e havia um parado em segunda via por não poder parar no lugar ocupado pelo carro da actriz;
2. O pai da Bárbara estava também no local;
3. A atriz terá dito: “Vai já para o facebook” enquanto tirava a foto.
Vai já para o facebook” para mim significa ser visto por 500 ou 600 pessoas, para a Bárbara significa, potencialmente, ser vista por mais de 19 000 seguidores.   Na minha opinião, essa projeção, que advém do   facto de ser uma figura pública, deve ser usada com cautela e por isso me atrevo a opinar sobre o erro da Bárbara.
Se é verdade que no seu texto refere a sua gravidez, de quase nove meses, porque não refere também o facto de estar acompanhada pelo pai? Assim sendo, porque não foi o pai comprar a garrafa de água, evitando que ela tivesse saído do carro? O pai e ela deslocavam-se na mesma viatura? Porque não foi o avô levar o neto à escola, evitando que a mãe andasse mais apressadamente que o seu estado lhe permite?
Bom, são apenas algumas interrogações que depois de ler o texto do Sr., Presidente da Câmara em defesa do seu empregado, que na minha opinião esteve muito bem, se me levantaram…
Já agora, na minha opinião, o erro da Bárbara foi usar as redes sociais para fazer passar a mensagem de que deveria ter tido tratamento especial por estar grávida, esquecendo de referir que tinha quem lhe prestasse apoio, coisa que nem todas as grávidas terão… Foi ainda,  pensar que apenas ela tinha acesso às redes sociais, permitindo-se contar só a parte da história que lhe interessava e, por último, foi tirar e divulgar uma foto, sem autorização, a alguém que apenas cumpria o seu dever!
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