Até os monstros…

Sou um dos muitos que têm  acompanhado a série Narcos, no Netflix. A série Conta a história do narcotraficante Pablo Escobar de que muitos da minha geração ainda se devem lembrar de ouvir falar na televisão, nos anos 1980 e 1990.

O filho de Escobar já veio dizer que há erros na série. Que a mãe nunca teve uma arma e que não a saberia disparar… Talvez seja. O que não  pode negar é que Escobar matou centenas de pessoas e não falo dos que morreram por consumirem a droga que traficava. Se nos centrarmos “apenas” naqueles que morreram por ordens diretas suas ou porque estavam no lugar errado na hora errada e foram atingidos por uma bomba colocada por ordem sua a conclusão só poderá ser uma: o homem era um monstro, uma besta egocêntrica.

Claro que até os monstros podem ter gestos de ternura para aqueles que lhes são mais próximos. Isso até os deve ajudar a sentirem-se humanos, de vez em quando. É ternurento ver um pai acender uma  fogueira com notas de dólares para aquecer o filho que tem frio. É comovente vê-lo dizer que amará a sua “Tata” para sempre ou o carinho com que trata a sua mãe.

Mas Tata e a mãe de Escobar estariam conscientes de que  amavam um monstro? E Eva Braun, se amou Hitler, saberia que amava um monstro?

Todos somos amados por alguém, algum dia, em algum lugar… Até os monstros, penso eu!

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