A vida mata-nos

A vida mata-nos, aos poucos
Apenas um pouco cada dia
Mas não sairemos dela vivos.

Morremos um pouco cada vez
Que deixamos  um amo-te por dizer,
Que não acariciamos um filho,
Que olhamos apenas para o nosso umbigo.

Morremos um pouco cada dia
Que não sorrimos com os amigos,
Que não emprestamos salsa ao vizinho,
Que não rimos um pouquinho.

Morremos um pouco sempre que
Fazemos alguém chorar,
Esquecemos de amar,
Partimos quando deveríamos ficar!

A vida foge-nos um pouco sempre que
Deixamos algo por fazer,
Deixamos alguma coisa por dizer,
Fingimos ser apenas para parecer

A vida mata-nos um pouco em cada dia
Que passamos a fugir,
Ou apenas a fingir,
Que devemos ficar
Quando sabemos que temos que partir.

E tu, já viveste hoje?

 

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2 pensamentos sobre “A vida mata-nos

  1. Abracei as minhas sobrinhas, ensinei algumas coisas, telefonei a uma amiga para lhe desejar melhoras, telefonei a um primo e a um amigo para os felicitar, … conta?!

    Bonitas palavras, João. Parabéns!

    Gostar

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