Gostava de saber palavras bonitas para te as escrever e sobretudo para as compreender quando depois as voltasse a ler. Mas não sei e, por isso, escrevo com as únicas palavras que aprendi, ainda em menino, simples mas que chegam, apenas á justa, para dizer que gosto muito de ti.
Gostava de ter lido os clássicos. Ou os da moda, ou todos. Gostava de ter aprendido palavras eruditas, daquelas que lemos mas que raramente são ditas. Gostava de saber como os poetas dizem que te amo, mesmo sabendo que os poetas nem sabem que gosto tanto de ti.
Gostava de ler Camões, Pessoa, Cervantes e Bocage. Gostava de aprender com os mestres, mesmo que apenas com o Pedro Chagas Freitas que diz no Facebook que tem um cursos de escrita criativa onde me deveria inscrever. Mas, como vou explicar ao Pedro que apenas quero saber novas formas de te dizer que te amo? E se me disser para te o dizer com palavras que eu nunca ouvi, como saberei que essas palavras dizem o quanto gosto de ti? E se tu, ao leres, não reconheceres nelas o João, mas sim o Pedro que escreve livros sobre o amor e que até promete falhar, quando eu apenas gostava de conseguir acertar… uma vez!
Não, mesmo que sejas tão bonita como a Roxane, eu não cairei no erro de pedir a nenhum Bergerac que escreva por mim!
Escrevo palavras simples, porque não sei outras, mas também porque não preciso de muitas para dizer o quanto gosto de ti.