Os espertos e os outros

Li a história esta tarde. Em vez de me ler a mim pode também lê-la diretamente aqui.

Um homem, inspector das finanças, contratava mulheres estrangeiras para tratarem da sua mãe, de 95 anos, e para lhe limparem a casa. Depois de trabalharem duas ou três semanas despedia-as, por sms, prometendo pagar-lhes o trabalho que fizeram, mas nunca o fazendo. Nem as autorizava a voltarem ao local para recolherem os pertences que tinham deixado no lugar onde trabalharam.

Algumas destas mulheres deixaram filhos pequenos em casa para irem dormir com a mãe deste senhor. Quase todas ilegais, poucas ousaram falar para os jornalistas, menos terão coragem de apresentar queixa e menos ainda terão paciência e meios para aguentar um processo em tribunal. Ficava a dever a cada uma  300 ou 400 euros, para alguns pode parecer pouco, para outros não!

É este o mundo em que vivemos. O mundo em que cada um quer o melhor para si e para os seus, mesmo que isso seja conseguido explorando o seu semelhante. Um mundo onde em vez de ajudarmos quem mais precisa são esses os que sistematicamente são explorados!

Por vezes tenho vergonha de compartilhar este mundo com gente esperta que tudo fazem para explorar os outros. Já Victor Hugo escreveu sobre estes miseráveis, porque, na minha opinião os miseráveis são os espertos, não os outros!

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