Com um telemóvel na mão!

Trump debitava, esta semana, numa conferência de imprensa!

Dizia:

Estou aqui a cumprir o que prometi fazer. É só o que estou a fazer. Estou a expor isto aos americanos. Tive 306 votos no Colégio Eleitoral. Não era suposto eu ter obtido 222. Disseram que era impossível obter 222 ou 230. Então os necessários 270, nem pensar. E obtivemos 306. Porque as pessoas saíram e foram votar como nunca tinha acontecido. Creio que foi a maior vitória no Colégio Eleitoral desde Ronald Reagan.

Mas, um jornalista presente na sala, Peter Alexander, retorquiu:

Disse que obteve a maior margem eleitoral desde Ronald Reagan, com 304 ou 306 votos. Na verdade, o Presidente Obama obteve 365.

Talvez soubesse esse número de cor!

Mas Donald Trump disse depois:

Bem, eu referia-me aos republicanos.

E o jornalista contrapôs:

E depois o Presidente Obama obteve 332 votos e George W. Bush 422, quando foi eleito Presidente. Porque deverão os americanos confiar em si?

Ao que Donald, o presidente, não o pato, respondeu:

Passaram-me essa informação. Não sei. Acabaram de ma passar. Tivemos uma margem elevadíssima.

E mais uma vez Peter Alexander:

Porque devem os americanos confiar em si quando alega que a informação que eles recebem é falsa e o próprio Presidente passa informações falsas?

E Trump, visivelmente embaraçado, responde:

Bom, não sei. Deram-me essa informação. Na verdade, já tinha visto essa informação por aí. Mas foi uma vitória substancial. Concorda com isso?

E o jornalista finge que não ganhou a batalha:

 Você é o Presidente.

O presidente debita informação fingindo estar informado. Com informação que que “vê por aí” ou que lhe passam. O jornalista, provavelmente, ouve-o de smartphone na mão. Faz uma pesquisa e verifica que não passam de balelas os discurso do presidente que finge que sabe e pode resolver os problemas do mundo. Questiona o aparelho e, em segundos, obtém respostas. Números que contradizem discursos estéreis que só convencem gente parola.

As tecnologias são também isto. E é por isso que são barradas em escolas e talvez um dia o sejam em discursos presidenciais, ou até de qualquer, lugar para que os espertos (não os inteligentes) digam tudo o que lhes vem à cabeça como se fossem verdades inquestionáveis!

Fonte: Expresso

 

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