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Apareceu há pouco no meu facebook um gif onde se atribuía o jeito do Salvador Sobral cantar ao consumo de droga.
Fiquem com pena de quem teve a ideia da graçola. Não que não esteja no seu direito de criticar, mas a segunda interpretação, na minha opinião, é muito mais expressiva e se é efeito da droga, vivam as drogas!
Mas tive pena porque certamente quem lançou esta crítica nunca viu uma interpretação de Jaques Brel. Não sei se as dele tinham a ajuda da droga ou apenas de um bom vinho, mas eram diferentes, expressivas e foi (também) por isso que se tornou um marco incontornável da canção…
Mas eu não procuraria nenhuma desculpa para cantar assim. Chamar-lhe-ia apenas talento e sobretudo a ousadia de ser diferente.
Parabéns Salvador!
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