A minha amiga Judite

Poderia escrever aqui, hoje que faz anos, sobre a minha irmã Judite.

No entanto, prefiro falar da minha amiga Judite.

A família não escolhemos, os amigos sim.

Todos nascemos frutos do amor (bom, quase sempre) entre um homem e uma mulher. Embora nem todos possam vir a crescer acompanhados por estas duas figuras, a maioria de nós cresce tendo a seu lado um pai e uma mãe. Os mais afortunados, como eu, têm também irmãos. No meu caso, três irmãs, que, juntamente com os pais, se tornam ao longo de muitos anos os pilares da nossa existência. Mas, é uma opção nossa, e deles, que esses familiares se transformem em verdadeiros amigos, o que, na minha opinião, acontece muitas vezes, mas nem sempre.

Não sei qual será a definição de amigo, ou se existe só uma sequer.

Para mim amigo é aquele com quem podemos contar, sempre.

É aquele que a quilómetros de distância,  ao telefone, reconhece na nossa voz se estamos contentes ou tristes. Consegue ler no nosso tom de voz tudo aquilo que não lhe dizemos e não pergunta nada, porque já sabe tudo.

Ficamos contentes quando sabemos que um amigo nos visita. Pode chegar sem avisar, e a qualquer hora, porque há sempre um prato na mesa para um amigo. Quando está connosco temos vontade de falar e não de calar, de lhe contar as pequenas e grandes coisas que apenas dizemos aos amigos.

Os nossos amigos não têm defeitos. Ou, pelo menos, não os vemos porque ficam ofuscados por mil e uma qualidades.

Os nossos amigos aceitam-nos, tal e qual nós somos, sem nos julgar ou tentar mudar.

Os nossos amigos são os primeiros a avisar que temos a braguilha aberta. Não o fazem em público, mas chamam-nos subtilmente em privado e são os primeiros a evitar que outros riam de nós.

Os nossos amigos estendem a mão quando precisamos, e sabemos que estão sempre lá.

E, ao pensar em tudo o que um amigo é para mim, não posso deixar de considerar a Judite uma das melhores amigas que tenho a sorte de ter.

Não sei se é minha amiga por ser minha irmã, mas acredito que se não o fosse seria para mim um grande privilégio que, ainda assim, fosse uma das minhas grandes amigas.

Parabéns maninha, tenho, como sempre, imensas saudades tuas!

(*) Foto de Mafalda Delgado

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