Ontem, um grupo de amigos, a que tenho o privilégio de pertencer, juntou-se para fazer uma festa. O pretexto foi cantarem juntos, como noutras ocasiões já foi caminharem, jantarem ou apenas conversar.
Não são meus amigos de infância, não são meus colegas de trabalho. São pessoas que entraram na minha vida, há bem pouco tempo, por um feliz acaso, e que, no entanto, parecem ter estado cá desde sempre.
É frequente, entre amigos de longa data, terminarmos as conversas com um: “temos que combinar jantar um dia destes!”. Neste grupo, outro dia, alguém se despediu com um: “Temos que fazer uma festa em minha casa. Que tal no dia 6?
A diferença parece pouca, mas não é. E, no dia 6, a festa aconteceu e foi bonita, pá!
Penso que todos saímos da casa dos nossos amigos, ontem, mais ricos. Houve sorrisos, cantorias, comemos e bebemos. Estávamos juntos e estávamos bem.
Lembro-me de ver o filme “Fala com ela”, do Almodovar, e, de tudo o que podemos retirar da história, me ficar, sobretudo, a amizade que se cria ao longo do filme entre duas personagens. O acaso junta-os e, passado pouco tempo, um virá de longe para tentar salvar o amigo, o outro deixar-lhe-á tudo o que tem e as suas últimas palavras.
Pode ainda não ter conhecido o seu melhor amigo, ou até o seu amor. Viver é dar e receber, é estar aberto, a qualquer momento, à possibilidade de conhecer alguém que pode tornar-se importante para si.
O mundo está cheio de pessoas lindas, eu tive a sorte de me cruzar com estas!
Muito obrigado.