Juro que os vi

Iam, de mão dada, a subir as escadas de uma grande torre de ferro, em Paris. Ele teria uns 5 anos e tu seguravas-lhe a mão enquanto subiam as escadas que pareciam nunca mais terminar.

Subiram até ao segundo andar, por uma das patas daquele monte de ferro. Iam conversando, iam parando e olhando para a paisagem e para as pessoas que em baixo, na relva, ficavam cada vez mais pequeninas.

Dir-me-ão que já passaram mais de 40 anos, dir-me-ão que há mais de 22 que já não estás entre nós… Mas eu juro que os vi, ainda há bem pouco tempo, juro que os vi este verão e que lá estavam, apenas um pouco mais nítidos que em outros verões onde te vejo em mil outros lugares onde um dia me deste a mão.

Volteia vê-los, depois, no Metro, e, mais tarde, nas escadas da Basilique du Sacré Cœur, em Montmartre e junto a um carrossel.

Juro que os vi!
Juro que nos vi e que,
como ontem,
como amanhã,
senti imensas saudades de ti.

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2 pensamentos sobre “Juro que os vi

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