Já acertou a hora?

Provavelmente não! No entanto, no telemóvel, no computador e noutros dispositivos que marcam o tempo a hora já estará certa. Lembro-me do meu pai dar corda, todas as noites, ao relógio de pulso. Também esse gesto deixou de ser feito há muito.

As tecnologias vão alterando as nossas (pequenas) rotinas, encarregando-se de fazer, por nós, as (pequenas) tarefas rotineiras.   Alguns saudosistas continuarão a dar corda aos relógios, a mudar a hora duas vezes por ano, mas raramente acertarão o relógio, como o meu pai fazia todas as semanas para compensar os dez minutos de atraso semanal do relógio.

Muitas tarefas, que exigiam presença humana ainda há pouco tempo, são hoje feitas exclusivamente por máquinas. Já  os habituamos a levantar dinheiro, pagar a portagem, meter gasolina, pagar o estacionamento e tantas outras coisas sem precisar de interagir com ninguém. Temos que refletir, agora, no que fazemos com o tempo que poupamos graças às tecnologias. O que faz o portageiro, o empregado da bomba de gasolina ou do parque de estacionamento com todo o seu tempo livre? Claro que nesses casos extremos temos postos de trabalho que deixaram de existir. Mas se o trabalho continua a ser feito, quem fica com o lucro de não ter que pagar a humanos para fazer tarefas rotineiras? O que fazem, agora, as pessoas que faziam essas tarefas?

Haverá sempre tarefas que os computadores não farão por nós. Essas tarefas, na minha opinião estarão ligadas, essencialmente a dois sectores. O desenvolvimento tecnológico: criar, reparar, substituir máquinas e software para que tudo funcione e   as artes: teatro, música, pintura, etc.

Estas duas áreas, onde o Homem continuará a fazer a diferença, precisarão de pessoas criativas, pessoas que pensem e são essas que a escola deve começar desde já a preparar.

Esta semana ficou mais uma vez demonstrado que até os comentários idiotas podem ser escritos por máquinas, nas redes sociais. Numa  notícia, partilhado no Twitter da na folha de São Paulo, em que aparecia no título a palavra “bolso”:  “Joalheria quer competir com obras de arte pelo bolso dos super-ricos” foram colocados comentários referentes à campanha de Bolsonaro, como ” “cadê as provas, @folha? Não tem, né! Pq não existem! Vcs estão com medo de perder os milhões que o governo PT banca vc, né?!” (ver notícia aqui).

Se até os comentários podem ser feitos apenas pela tecnologia, está na hora de fazer a diferença e de fazermos comentários inteligentes, depois de ler e certificar a informação, exigindo que seja de qualidade. No entanto, para isso vamos precisar de espírito, crítico e de criatividade!

 

 

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