Cavaco Silva, o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas, o homem que não lê jornais, optou por, mais uma vez, não comparecer nas comemorações do 25 de abril. É um direito que lhe assiste, mas nunca ficaremos a sem saber se foi por convicção ideologia ou, simplesmente, porque não lhe apeteceu.
Também nunca saberemos se, quando se rodeou, e com ele fez subir politicamente, de tanta gente que já está (ou deveria estar) presa, o fez porque era mais um no meio da quadrilha ou, simplesmente, porque era ingénuo e nunca percebeu quem o rodeava.
Tanto num caso como no outro, perceber o que se passou pouco importa. Nenhuma das hipóteses joga a seu favor!
Alguém que foi eleito, mais que uma vez, Primeiro Ministro; alguém que foi eleito, mais que uma vez, Presidente da Republica opta por não comemorar o 25 de abril, como optou por não usar o seu símbolo noutras comemorações, como optou por não atribuir uma pensão à viuva de Salgueiro Maia, como optou por não homenagear um prémio Nobel. São demasiadas opções para serem ingénuas, vindo de alguém que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Na minha opinião, embora sem nunca se enganar, soube enganar muitos e muitas que o elegeram, mais que uma vez, em Portugal.
(*) Foto Reuters.

quem te diz que votaram enganados?
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Pois, talvez nem tenham votado enganados….
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