Casa da velha fonte na casa da amoreira

Chegamos a Idanha-a-Velha, já quase às 16h00, ainda sem almoçar. Confesso que não tínhamos muita fome, mas, ao passar pela amoreira, a Isabel ouviu alguém comentar que as codornizes estavam ótimas!

Entramos no pequeno restaurante que havia perto da amoreira e perguntamos se havia codornizes na ementa. Que sim, responderam, mas a cozinha já tinha fechado!

A sala não é grande e havia sinais de que tinha sido um dia movimentado. Expliquei que acabáramos de chegar e tínhamos ouvido falar bem das codornizes. Ainda havia, mas faltava prepará-las e arrumar a sala, talvez dali a uma hora… Ficou combinado, tínhamos acabado de chegar, a fome não era ainda muita, e, por isso, não haveria problema de almoçar às 5 da tarde!

Fomos ver a ponte velha e as escavações na porta Sul. Entretanto encontramos a azinheira que leva com ela as pedras da muralha. Não é difícil perder-se uma hora em Idanha-a-Velha…

Voltamos e a dona, que descobrimos depois que se chama Maria, continuava com ar de quem já tinha trabalhado muito mas estava ainda disposta a fazer uma das suas frigideriras de codornizes para nós!

Fomos sentando e dali a pouco estávamos a saborear uma tábua de enchidos e de queijo. O queijo encheu as medidas da Isabel, que não voltou sem comprar um à Maria!

Depois apareceu a frigideira. Grande, com quatro codornizes e bastantes legumes e salada. Figos, espargos, rábano… Tudo óptimo!

No final não havia fome para sobremesas, mas tomamos dois cafés e um licor servidos com muito gosto e imaginação como tudo o resto naquela casa!

Fomos ainda convidados a assinar o diário e, além de atrasados na hora, usamos a última página daquele caderno onde clientes satisfeitos, como nós, escrevem.

As aldeias perdidas no interior de Portugal têm surpresas imensas. O património que nos mostra como já foram grandes, mas também as paisagens e o sossego. Esta tem também um restaurante acolhedor, onde a Maria e o Rui nos recebem como se fosse a sua casa, mimando-nos com pratos deliciosos e imaginativos.

Muito obrigado, havemos de voltar!

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2 pensamentos sobre “Casa da velha fonte na casa da amoreira

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