O Digital nas nossas vidas

O Digita é um tema que me fascina. Num tempo em que falamos e ouvimos falar do digital muitas vezes por dia, é tempo de pensar o que altera nas nossas vidas para o bem e para o mal.

Todos sabemos de como o mundo digital pode ver viciante, superficial e mesmo falso ou enganador. É cada vez mais fácil para qualquer pessoa publicar textos, imagens e mesmo vídeos que não correspondem à realidade, cujos conteúdos foram alterados de modo a servir os interesses de alguém. No entanto, olhar apenas para o lado lunar pode ser pouco. A verdade é que associado a todos os riscos, o digital tem também inúmeros benefícios.

Hoje quero falar da música em formato digital. Todos reconhecemos o ganho em qualidade que o digital trouxe neste campo. Haverá sempre saudosistas do ruído da agulha no CD e mesmo puristas que digam que a qualidade da maioria da música que ouvimos em digital, devido à compressão de dados, fica muito longe do analógico, no entanto, desde o aparecimento do CD que a música ficou mais ‘limpa’, fácil de transportar e de armazenar.

O modo como compramos música também mudou com o digital. Mais do que comprar rodelas de plástico com música dentro, hoje, como fazemos com os filmes, pagamos uma taxa para ouvirmos toda a música (ou quase) que desejamos durante um mês. O mundo digital, com muita Inteligência Artificial, acredito, ao fim de algum tempo, vai começar a conhecer-nos e vai começar a recomendar-nos artistas e géneros musicais desconhecidos até ao momento para nós. Se por um lado, podemos cair numa espécie de ‘bolha’ e ouvirmos cada vez mais aquilo de que já gostamos, mesmo dentro do mesmo estilo podemos fazer descobertas que de outra forma dificilmente faríamos.

Trabalhar embalado por um sistema de música digital, é a oportunidade de termos uma estação de rádio personalizada onde, misturado com músicas e artistas que conhecemos há décadas, aparecem outros que desconhecíamos. Neste preciso momento, estou a ouvir o álbum ‘Chansons’ de Jill Barber, que não conhecia mas que o sistema me recomendou ontem. Do lado direito do meu ecrã tenho a lista do que os meus amigos estão a ouvir ou ouviram há pouco tempo. Por vezes, curioso, faço clique no artista que ouvem, que desconhecia, e dou por mim a juntar músicas às minhas favoritas de artistas que desconhecia.

Tenho descoberto nomes do Jazz (Como Karen Souza) e música brasileira (como a de Raul Seixas) que não constavam das minhas preferências. Posso experimentar, ouvir e se não gostar passar à frente.

Claro que o digital tem riscos, claro que as minhas preferências estão a ficar armazenadas em algum lugar, claro que alguém, ou pelo menos alguma coisa, está a conhecer-me à medida que guarda informação sobre mim, talvez melhor do que eu próprio me conheço. Claro que, todos os meses, contribuo para o enriquecimento de empresas que vendem música sem tocar nenhum instrumento nem cantar. O digital é um mundo novo (já não assim tão recente) que está aí para ficar. Conhecê-lo vai permitir-nos beneficiar dos aspetos positivos minimizando os riscos associados. Aproveitemos na música, mas também em muitos outros setores o que o digital tem de bom para nos oferecer!

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