O Amante

Chegou à minha estante numa colecção oferecida, ou vendida  a preço  simbólico, por uma revista semanal. Comecei a lê-lo por estar escrito em caracteres grandes, fonte 13 ou 14 no mínimo, e ser pequeno. Mais por isso que pela  rapidez com que leio acabou num instante. Se o nome da autora não estivesse escrito na capa diria que tinha sido a ~CC~ a escrevê-lo. Tenho a certeza que um dia terá o o seu nome na capa de um romance tão lido como este. Um dia todos diremos: eu já gostava do que ela escrevia na sua Ardósia Azul. No … Continuar a ler O Amante

Caderno de memórias coloniais

Há quem tenha blogues que ninguém lê e quem invente todos os dias “Novos Mundos” . A diferença está apenas no talento e no modo como se escreve. Sim,  porque isto de escrever não é para todos… Sigo o “Novo Mundo“, da Isabela Figueiredo, desde o tempo em que o mundo ainda era perfeito. Adoro a frontalidade e o sentido de  o humor desta mulher que trabalha numa fábrica de parafusos, aparafusando cada um deles como se fosse o único… Agora lançou o seu segundo livro, “Caderno de memórias coloniais“, que vai já na segunda edição. Vai apresentá-lo nas seguintes … Continuar a ler Caderno de memórias coloniais

Felicidade, dignidade e liberdade…

“- Já não te recordas de como te  aborrecias quando eras pequeno, quando a mamã, para teu bem, te obrigava a fazer qualquer coisa que não querias? Até que ponto teremos nós o direito de o fazer com as crianças? É um verdadeiro problema. Um problema filosófico, mas a Filosofia não se ocupa das crianças. (…) – Mas… – Mas, no caso de adultos, não encontro com facilidade justificação para impor a alguém algo que o outro acha que é bom para ele, preterindo que o primeiro acha que é bom para si próprio. – Nem quando mais tarde ficam … Continuar a ler Felicidade, dignidade e liberdade…

Wilt

“Cada vez que Henry Wilt levava o cão a passear ou, para ser mais preciso, o cão o levava a ele, ou, para ser exacto, a Srª Wilt os mandava a ambos, a fim de poder fazer os seus exercícios de ioga, Wilt seguia sempre o mesmo caminho. Na realidade, o cão seguia esse caminho e Wilt seguia o cão.” É assim que Tom Sharpe começa a contar a história de Wilt, um professor inglês que depois de dar aulas a turmas de Instaladores de Gás, Mecânicos,  Secretárias  e Talhantes volta para casa onde a Srª Wilt o espera com … Continuar a ler Wilt